No cenário corporativo contemporâneo, a proteção de recursos e a busca por resultados financeiros sólidos caminham lado a lado. A gestão de ativos de TI e empresariais desponta como ferramenta estratégica para enfrentar ameaças, reduzir custos e elevar o retorno sobre investimento.
Estatísticas revelam que 3 em 4 líderes de TI não confiam na recuperação de dados críticos, e 42% das empresas brasileiras sofreram inatividade por incidentes de segurança em 2020. Diante desse contexto, adotar processos estruturados de identificação, monitoramento e manutenção de ativos se torna imperativo.
Por que a gestão de ativos é vital
A primeira etapa consiste na classificação dos recursos mais importantes. Sem um inventário claro, decisões ficam baseadas em achismos e toda a operação fica vulnerável.
- Hardware essencial: servidores, computadores e dispositivos móveis
- Software crítico: sistemas operacionais, aplicativos de gestão e licenças
- Infraestrutura de rede: roteadores, switches e firewalls
- Sistemas de armazenamento: bancos de dados financeiros e de clientes
- Aplicativos de negócios: ERP, CRM e plataformas de RH
A conformidade com normas como ABNT NBR ISO 5500X, LGPD e ISO 9001 estabelece um equilíbrio entre custo, desempenho e risco, promovendo sustentabilidade e transparência.
Principais benefícios para segurança
Com processos de proteção bem definidos, as organizações conseguem blindar-se contra ataques maliciosos, vazamentos internos e falhas operacionais inesperadas.
- Proteção contra hackers, malware e roubo físico
- Monitoramento contínuo de versões e atualizações
- Implementação de criptografia e controle de acesso
- Rotinas de backup e recuperação de desastres
O monitoramento contínuo reduz vulnerabilidades ao apontar ativos desatualizados, enquanto auditorias periódicas garantem processos alinhados às exigências regulatórias.
Além disso, a adoção de práticas robustas de segurança minimiza tempos de inatividade, que impactam diretamente a confiança dos clientes e a reputação da marca.
Como a gestão impulsiona a lucratividade
Reduzir gastos e otimizar recursos são resultados tangíveis quando ativos são gerenciados de forma proativa. A eliminação de licenças duplicadas e a substituição de equipamentos obsoletos geram economia imediata.
Estudos da Gartner indicam otimização de custos e elevação do ROI em até 30% com programas de ITAM bem-estruturados. Com dados precisos sobre utilização, torna-se possível realocar recursos ou renegociar contratos de serviço.
Com visibilidade integral, os gestores alcançam visibilidade total para planejamento de investimentos, antecipando necessidades e potencializando decisões de negócios.
Riscos de não gerenciar ativos
A falta de governança sobre recursos provoca desperdícios e expõe a companhia a riscos severos. Gastos desnecessários e multas por descumprimento regulatório podem comprometer o orçamento.
- Licenças duplicadas e contratos superdimensionados
- Não conformidade em auditorias internas e externas
- Vulnerabilidades de segurança não mapeadas
- Interrupções operacionais e perda de receita
- Desvalorização e obsolescência de equipamentos
Em casos extremos, a perda de dados e receita decorrente de ataques ou falhas pode levar a paralisações longas e custos de recuperação astronômicos.
Passos práticos para implementar ITAM
Para iniciar, monte um inventário detalhado incluindo todos os componentes físicos e lógicos. Em seguida, avalie a criticidade com base em impacto financeiro, compliance e frequência de uso.
Implemente um sistema de gestão que siga a ISO 55001, integrando políticas de manutenção preventiva e preditiva. Ferramentas de ITAM automatizam processos de auditoria, relatórios e renovações de licenças.
Capacite equipes de TI e áreas de negócio, promovendo treinamentos regulares e disseminando cultura de governança. Por fim, estabeleça ciclos de revisão periódica do ciclo de vida, da aquisição ao descarte seguro.
Casos de sucesso e considerações finais
Organizações como ISQ e Grupo CPCon comprovaram ganhos de eficiência e controle financeiro ao adotar frameworks de gestão de ativos. A ATIVU, por exemplo, alcançou relatórios precisos e redução de riscos fiscais.
Ao buscar empresas mais eficazes via redução de riscos, percebe-se que a gestão de ativos não é apenas técnica, mas alavanca de transformação digital.
Adotar o ITAM como prática central impulsiona operações mais seguras, enxutas e lucrativas. O equilíbrio entre proteção e retorno financeiro gera valor agregado e confiança de mercado.
Em um mundo movido pela tecnologia e pelo fluxo de informações, a sinergia entre segurança e lucratividade na gestão de ativos torna-se diferencial competitivo indispensável.