A gestão ativa representa uma evolução na forma de investir, permitindo que especialistas ajustem estratégias em tempo real para buscar resultados superiores. Em vez de replicar simplesmente um índice, gestores atuam de forma proativa no mercado.
Neste artigo, você entenderá os fundamentos, as vantagens e os desafios dessa abordagem, além de exemplos práticos e orientações para decidir se a gestão ativa é ideal ao seu perfil de investidor.
Como Funciona a Gestão Ativa
Na gestão ativa, profissionais utilizam análises quantitativas e qualitativas para avaliar cenários econômicos, tendências setoriais e condições regulatórias. Cada decisão de compra ou venda é embasada em pesquisas, modelos estatísticos e expertise de mercado.
O processo envolve várias etapas:
- Análise macroeconômica para identificar oportunidades globais e locais;
- Seleção de ativos específicos com potencial de valorização acima do benchmark;
- Gerenciamento de risco, estabelecendo limites de volatilidade e proteção de capital;
- Monitoramento constante por uma equipe de analistas experientes.
Esse modelo de trabalho exige alta coordenação, pois ajustes rápidos podem ser necessários diante de notícias ou eventos inesperados.
Comparação com Gestão Passiva
Para compreender melhor as diferenças, veja a seguir uma comparação entre as duas abordagens:
Vantagens Estratégicas
Optar pela gestão ativa pode gerar benefícios significativos, especialmente em cenários de alta volatilidade:
- Potencial de retorno superior em mercados assimétricos;
- Capacidade de aproveitar eventos de curto prazo;
- Tomada de decisões informadas baseada em dados internos e relatórios exclusivos;
- Proteção de carteira por meio de cobertura e derivativos.
Além disso, gestores ativos podem explorar segmentos menos líquidos ou emergentes, onde o benchmark tem pouca representatividade.
Desafios e Riscos da Gestão Ativa
Apesar dos benefícios, existem barreiras a serem consideradas antes de investir em um fundo ativo:
- Custos elevados devido a taxas de administração e performance;
- Resultados variáveis ao longo do tempo, dependendo da habilidade do gestor;
- Menor transparência, já que carteiras são divulgadas semestralmente no Brasil;
- Risco de decisões precipitadas em mercados muito voláteis.
Para reduzir esses riscos, é fundamental avaliar o histórico de performance do gestor e entender sua filosofia de investimento.
Casos Práticos e Exemplos
Fundos multimercado e de ações “livre” ilustram bem como a gestão ativa opera na prática:
Em um fundo de ações livre, o gestor pode comprar papéis de empresas com baixa participação no Ibovespa, acreditando em catalisadores específicos, como novos contratos ou reestruturações corporativas. Isso contrasta com um ETF que simplesmente segue a lista de maiores empresas listadas na bolsa.
Já em fundos multimercado, a combinação de títulos públicos, ações, câmbio e derivativos cria uma abordagem de investimento dinâmico, capaz de se adaptar a diferentes ciclos econômicos. Por exemplo, em períodos de alta inflação, o gestor pode aumentar a exposição em ativos indexados e reduzir posições em ações mais sensíveis ao consumo.
Benchmarks comuns incluem:
- Ibovespa, para fundos de ações no mercado brasileiro;
- S&P 500, para fundos globais e internacionais;
- Índices de renda fixa, para estratégias conservadoras.
Conclusão: Escolhendo a Abordagem Certa
A decisão entre gestão ativa ou passiva deve levar em conta seu perfil de risco, objetivos financeiros e horizonte de investimento. Para investidores dispostos a pagar taxas maiores em troca de insights exclusivos do mercado, a gestão ativa pode ser a melhor escolha.
No entanto, é possível combinar as duas estratégias, adotando uma alocação mista que reúne fundos passivos para a base da carteira e posições ativas para potencializar retornos em momentos oportunos.
Antes de decidir, avalie cuidadosamente o histórico dos gestores, a consistência dos resultados e o alinhamento das estratégias com suas metas de longo prazo.