No cenário atual de investimentos, a pesquisa independente se torna cada vez mais essencial para orientar decisões estratégicas. Ao combinar insights científicos e financeiros, investidores podem identificar oportunidades de longo prazo e reduzir riscos associados à volatilidade de mercado.
Contexto Global e Brasileiro
O Brasil investe apenas 1,14% do PIB em P&D, metade do mínimo recomendado de 2% para manter competitividade global. Em contraste, países avançados alocam entre 3% e 5% do PIB em pesquisa e inovação.
No setor privado brasileiro, 90% das empresas utilizam recursos próprios para financiar P&D, enquanto apenas 10% recorrem a financiamento público. Em 2020, 73% das indústrias nacionais investiram em pesquisa, gerando 19% da receita líquida de vendas por meio de inovações.
Globalmente, empresas respondem pela maior parte do investimento em P&D. Nos EUA (2017), US$ 548 bilhões foram destinados à pesquisa, dos quais 62% vieram da iniciativa privada e 23% do governo. Na China, investidores privados representam 79% do total. Em 2023, as empresas americanas aportaram cerca de US$ 700 bilhões, contra US$ 172 bilhões de recursos públicos.
O retorno sobre investimento (ROI) de P&D público chega a US$ 5 para cada US$ 1 aplicado e foi responsável por até 25% do crescimento da produtividade privada no pós-Segunda Guerra.
Estudos apontam que spillovers públicos triplicam impacto na produtividade em comparação com P&D privado, reforçando a importância de políticas públicas estruturadas.
Tipos de Investimentos em Pesquisa
Existem diferentes modalidades de fomento à pesquisa, cada uma com benefícios e especificidades:
Além disso, a pesquisa básica, embora sem aplicação imediata, representa pesquisa básica gera retornos altos ao longo de 5 a 10 anos, sustentando avanços tecnológicos de amplo alcance.
Desafios e Oportunidades no Brasil
O Brasil enfrenta grandes desafios para ampliar seu ecossistema de inovação:
- Cortes orçamentários persistentes no setor público;
- Infraestrutura limitada, especialmente em laboratórios;
- Concentração de recursos em universidades públicas;
- Pouca cultura de inovação aberta e cooperação empresarial.
Em contrapartida, existem razões para otimismo:
- Setor privado financia 90% do P&D nacional;
- 80% das pequenas empresas inovaram durante a pandemia;
- Necessidade de políticas de incentivo à educação e parcerias;
- Demanda por soluções sustentáveis e tecnológicas cresce.
Benefícios Gerais da Pesquisa Independente
A pesquisa independente oferece vantagens estratégicas para a escolha de ativos:
- Motor de prosperidade sustentável: impulsiona a produtividade total dos fatores e promove crescimento de longo prazo;
- Empresas inovadoras capturam receita significativa: inovações podem responder por até 19% das vendas;
- Retorno econômico robusto ao investidor: ROI público pode alcançar 5 vezes o valor aplicado;
- Desenvolvimento social e sustentável: gera soluções para saúde, meio ambiente e igualdade;
- Parcerias público-privadas impulsionam inovação aplicada: combinam eficiência privada com spillovers públicos.
Estratégias para Investidores
Para maximizar resultados, considere práticas que unam ciência e finanças:
- Priorização de empresas com alto nível de P&D e histórico comprovado;
- Diversificação entre pesquisa aplicada e básica, equilibrando risco e retorno;
- Avaliação de fundos públicos e híbridos, aproveitando incentivos governamentais;
- Análise de ROI de projetos e impacto em produtividade da empresa;
- Adoção de benchmarks globais para identificar líderes em inovação.
Conclusão
Incorporar a pesquisa independente na análise de ativos transforma a abordagem de investimento, conectando ciência e mercado. O Brasil pode avançar ao adotar políticas híbridas e fortalecer parcerias, aproveitando o spoilovers públicos triplicam impacto e o potencial de retornos elevados.
Investidores que compreendem o valor do fomento científico e tecnológico ganham vantagem competitiva e contribuem para um futuro mais próspero e sustentável.